Não sei dizer não - e agora?

Atualizado: 12 de Jun de 2019

Sabe quando você se sente exausto e sugado, ainda sabendo que não há mais forças a oferecer e mesmo assim não sabe dizer não, entrega tudo o que há de você para o outro, chegando ao ponto de não existir mais o seu próprio eu, o qual se torna nulo e sem prioridade? E mesmo com todo esse movimento e esforço, por que ainda as suas relações são conflituosas e de muita exigência?

Há um objetivo e algo que se busca nesse movimento da própria pessoa, por mais que esteja de forma inconsciente, ainda existe e tem forças que definem e padronizam as ações, mesmo que estas lhe custem muito. Essa é uma busca incessante pela aprovação e o medo de ser rejeitado. Porém, esse medo da rejeição torna-o próprio rejeitado. E neste ciclo, as relações transformam-se conflituosas, desarmoniosas e de um peso cansável.

Neste caso, há uma ambiguidade, pois este movimento que tem como objetivo preservar as relações, ou seja, manter a aceitação e não ser rejeitado, este mesmo provoca aquilo que não se quer alcançar. E aí vem a questão, mas então por que de todo esse movimento se ele causa o próprio medo? Vou buscar responder da forma que se possa compreender o nosso funcionamento de forma mais clara. Aquele que gera toda essa ação, na busca incessante de não desagradar o outro, não há uma energia própria sua de aceitação; no entanto, sempre terá consigo a sensação de vazio e rejeição dada pelo próximo, contando que isso vem do próprio indivíduo, são seus medos e sentimentos que retornam ao próprio Eu. Porém, buscar sempre agradar o outro, não negando aquilo que se pede, foi um mecanismo, por mais que falso, que o Eu encontrou para se proteger, mesmo que isso gere o oposto.

De forma mais clara, é necessário trabalhar com o seu próprio ser, para que você aceite e acolha a si mesmo. Dando o amor que merece, o amor verdadeiro por sua existência. Assim, por mais que um dia você não possa fazer pelo outro, não haverá problema, você continuará intacto e não se tornará o rejeitado. Quando há essa aceitação do próprio eu, há a segurança e a permissão de fazer ao próximo sem tirar de si a energia que lhe falta. As relações seguirão saudáveis e fluirão naturalmente. Talvez o início seja doloroso e difícil, pois já se criou um hábito e um movimento vicioso nas relações. Contudo, passando por isso, os vínculos serão mais harmoniosos e verdadeiros, sem tanto peso e exigências entre você e o outro.

Aquilo que se diz, você só pode dar o que tem a oferecer, é verdadeiro, pois quando não há o amor próprio, dificilmente este retornará a você e, dificilmente, você estará dando ao outro sem esforços e sem tornar a relação exaustiva.

Como o exemplo do avião, nas orientações, quando há compressão do ar, você deve colocar a máscara de ar primeiro em você para depois salvar o outro, ou seja, é de você para o outro. Se você não tem o ar suficiente para sobreviver e então salvar o próximo, todos ali morrerão, você não terá forças nem capacidade para dar ao outro aquilo que ele necessita, pois você também ainda não tem o necessário.

Portanto, aquele sentimento que você busca no outro, repare; talvez a falta está de você para você. É o sentimento que lhe falta dar a si próprio. Quando isso é preenchido, não há relações de tantos esforços e sacrifícios.


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